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Mãe Solo Destaca Apoio e Acolhimento da LBV

Entre as localidades contempladas com a iniciativa está Joinville/SC, onde a entrega de mais de 100 kits pedagógicos, ocorrida em 9 de fevereiro, be-neficiou atendidos pelo Centro Comunitário de As-sistência Social da Legião da Boa Vontade. Segundo a assistente social Adriane Gonçalves, boa parte das famílias usuárias dos serviços de convivência é che-fiada por mães solo, muitas com renda de apenas um salário-mínimo. “Hoje, comprar uma lista de mate-rial escolar sai bem caro. Para quem vive com uma pequena renda, pesa muito”, explica.

Ela ressalta que esse complemento oferecido pela Entidade é de grande relevância: “As mães sabem quanto é importante os filhos começarem o ano com o material completo. Chegar à escola com tudo or-ganizado é um diferencial. Isso impacta diretamente na autoestima desses alunos”.

Adriane ainda afirma que o cuidado com a qualidade dos itens entregues também tem reflexo no desenvol-vimento da garotada. “Não é apenas receber. É rece-ber coisas boas, novas, bonitas. Às vezes, a mãe pre-cisa reutilizar o material do ano anterior ou comprar o mais barato. Quando a criança chega com mochila nova, estojo completo, isso é um afago na Alma. Ela se sente respeitada como cidadã de direito.”

De acordo com a assistente social, os reflexos ultra-passam o ambiente da sala de aula. “Os equipamentos municipais, como o Centro de Referência de Assis-tência Social (Cras), relatam a diferença compor-tamental das crianças que participam da LBV. Há avanço na empatia, no cuidado, na convivência. Isso se reflete na escola, na comunidade e na sociedade.”

A importância desse apoio é confirmada por quem vivencia a experiência na prática. A mãe Arileia Rodrigues da Silva, atendida pela Obra, conta que chegou a Joinville em dezembro de 2024, vinda de Manaus/AM, com os dois filhos, Rafael e Ruan. Rafael é autista e enfrentou dificuldades de adaptação após a mudança de Estado. “A LBV foi um local que me acolheu mui-to. Eu não consegui ainda as te-rapias pelo serviço público, e a Instituição foi uma indicação do próprio serviço social. Mesmo sem vaga inicialmente, a assistente social me ajudou”, relata.

Arileia precisou deixar o trabalho para acompanhar o processo de adaptação do filho. “Eu sempre trabalhei, sempre sustentei meus filhos, e me vi numa situação muito difícil. Aqui encontrei apoio para toda a família.” Para essa mãe, o impacto é visível no dia a dia. “Se chove e eu digo que não vamos à LBV, ele acorda às cinco e meia da manhã querendo vir. Ele gosta de estar aqui: aprende, socializa, desenvolve o que tem dificuldade. Um apoio complementa o outro, junto com a escola.”

Sobre a entrega dos kits pedagógicos, Arileia res-salta o alívio financeiro e emocional. “No ano passado, recebi para um dos meus filhos. Este ano, para os dois. É caderno, lápis, todo o material necessário.Isso ajuda bastante. Em dezembro, também recebi cesta de alimentos. É gratidão por todo o apoio, principalmente quando a gente chega aqui fragilizada.”

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