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Inicio da colheita de Arroz na região de Jaguaruna

Colheita do arroz começa em Jaguaruna, mas preço baixo da saca preocupa produtores

A região de Jaguaruna, no sul catarinense, deu início oficialmente à colheita do arroz da safra 2025/2026. As primeiras lavouras já estão sendo colhidas, e a expectativa é de uma produtividade satisfatória, impulsionada por condições climáticas favoráveis durante o ciclo da cultura. No entanto, o entusiasmo com a lavoura no campo contrasta com a preocupação nos escritórios das propriedades: o preço da saca do grão segue em patamares considerados baixos.

Nesta primeira quinzena de março, a saca de 50 quilos do arroz em casca está sendo negociada por valores que oscilam entre R$ 55 e R$ 62, dependendo da qualidade e do padrão do grão. Os números estão aquém do esperado pelos orizicultores da região, que enfrentam uma alta nos custos de produção, especialmente com defensivos, fertilizantes e combustíveis.

“O arroz está bonito na lavoura, com boa carga de grãos, mas a remuneração não está acompanhando o nosso custo. Estamos colhendo, mas com o pé no freio, esperando uma reação do mercado para comercializar”, relata o produtor rural Antônio Fernandes, que cultiva 30 hectares no interior do município.

Desafios e expectativas

Além da questão dos preços, os agricultores de Jaguaruna também monitoram de perto a logística e o armazenamento da produção. Com os preços em baixa, muitos produtores optam por estocar o grão na expectativa de uma valorização nos próximos meses, o que pode sobrecarregar os silos e armazéns da região.

Especialistas apontam que o cenário atual é reflexo de um mercado volátil, influenciado pela grande oferta do produto em âmbito nacional e pelas movimentações cambiais. A expectativa do setor é que, com o avanço da colheita em outras regiões do estado e do país, o mercado encontre um equilíbrio que possa garantir uma rentabilidade mais justa para quem está no campo.

A colheita em Jaguaruna deve se estender até meados de abril, envolvendo dezenas de famílias que dependem da rizicultura como principal fonte de renda. Enquanto os caminhões carregados de arroz começam a circular pelas estradas do interior, a esperança dos produtores é que o preço do grão também possa subir, garantindo o sustento e a continuidade da tradição na região.

Drama do combustível

Em meio à colheita do arroz na região de Jaguaruna e em todo o sul do país, os produtores rurais enfrentam um desafio adicional que ameaça inviabilizar a safra: a disparada no preço do diesel e os relatos de desabastecimento do combustível essencial para o funcionamento das máquinas agrícolas. O cenário agrava ainda mais a crise vivida pelos orizicultores, que já lidam com preços baixos da saca do grão.

PORTALJAGUARUNA.COM

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